A beleza salvará o mundo

Que Deus nos ajude a perseverar na busca da beleza que é o rosto de Deus, que tenhamos neste ano paz e muito trabalho, para que possamos vencer na verdade e na justiça, os desafios do dia a dia.



A beleza salvará o Mundo.

Dostoeviski.



sábado, 30 de outubro de 2010

Eis que pus minha tenda em meio aos homens.

                                                     O Cristo Pantocrator


                            


O Cristo Pantocrator significa Senhor do Universo e está localizado no centro do presbitério, como centralizador de nossa fé.

A fé católica é Cristo centrica. Não há nenhum outro nome sob o sol, ou nas profundezas da terra pelo qual possamos ser salvos, a não pelo nome de Jesus Cristo. Eu sou o caminho, a verdade a vida, ninguém vai ao Pai senão por mim.

Seu posicionamento assentado sobre o trono, vindo como por sobre as nuvens está descrito em Apo. 4- 5. A mandórla que vemos em torno representa a porta do céu descrita no Apocalipse com o sol, a lua, as estrela, as águas com os peixes, a chuva, enfim toda a criação de Deus. Representa que é nesta realidade que Deus se encarnou, morreu e ressuscitou. Ele que governa os vivos e os mortos como Rei e Senhor do universo.

Temos no alto de sua cabeça o pentagrama que vem do grego e quer dizer: Eu sou aquele que sou: o nome de Deus Adonai.

Em sua mão vemos um livro que segundo o Apocalipse, somente Jesus era digno de abrir os selos e revelar os mistérios vindouros (Apo. 5).

Ao olharmos em sua mão direita vemos o símbolo da grande benção onde os dois dedos juntos significam: Jesus Deus e Homem, os outros três dedos unidos a Santíssima Trindade e o punho onde todos os dedos se juntam e não perdem sua função (um único Deus). Esta é a forma de abençoar corretamente.

Junto com as suas vestes está a estola como símbolo do sacerdócio real de Cristo. Jesus é rei e sacerdote segundo a ordem de Melquizedeq, (Pão e vinho).

As cores na iconografia (arte sacra) sempre estão em função de revelar as duas naturezas de Cristo: no vermelho está a divindade e no azul a humanidade já transfigurada e ressuscitada, então Jesus Deus, se revestiu de nossa humanidade e se fez igual a nós (menos no pecado).

O circulo claro atrás do Cristo, é o espaço sagrado onde Jesus irrompe no tempo e na historia, ocupando o centro do universo. Assim como o ovo possui a vida dentro de si, nesta forma circular também está aquele que é o autor de nossa vida e existência Eu sou a ressurreição e a vida. No próximo circulo temos a terra o nosso planeta com o cosmos e as estrelas onde temos apoio de seus pés. Que no Salmo 109,1 chama de escabelo de seus pés, referindo-se a passagem onde diz, até eu por teus inimigos por debaixo de teus pés. Logo acima de sua cabeça temos a mão do Pai cujo texto conhecemos bem. Onde no batismo de Jesus o Pai nos apresenta o seu Filho nas seguintes palavras, este é o meu filho amado em quem eu me comprazo Mat.3,16-17. Vemos que junto à mão do Pai temos um céu onde vemos somente a mão de Deus que também num gesto forte parece romper o cosmo, à atmosfera, as nuvens e vir até nós através do espírito Santo, que repousa sobre Jesus, porque o Pai não se revelou numa aparição por completo a nós? Bem segundo as escrituras, ninguém pode ver a Deus e continuar vivo. Ainda não se tinha completado as escrituras Jesus estava sendo revelado pela primeira vez abertamente pelo pai e só depois de sua morte e ressurreição pela ação do Espírito Santo, é que veríamos o rosto do Pai através de Jesus, Felipe pede a Jesus revela-nos o Pai e isto
basta, Jesus responde, Felipe quem me vê, vê o Pai, e à tanto tempo estais comigo e não me vês?

Junto com toda esta revelação temos um caminho que do alto do céu junto com o Pai vem ate nós, fazendo-nos recordar a tenda de reunião que no formato da parede já nos lembra sob sua forma uma tenda colocando-nos diante da figura, que na pessoa de Jesus se torna realidade. Seguindo este caminho passa por Jesus, e chega até o altar a outra porta do céu, que Jesus deixou para nós, Na epiclese no momento da consagração o céu se abaixa até nós e a terra se eleva até o céu, não existindo mais realidades separadas, céu terra e isto graças ao altar que é o próprio Cristo entre nós, lembremos que Jesus é o intermediador entre o Pai e nós, e de novo para que isto aconteça entre nós Jesus é a fonte da revelação onde podemos ir até o Pai, e o Pai pode vir até nós pois temos um mediador entre Deus e os homens, e com esta certeza quando a porta do altar se abrir no momento da consagração em espírito e verdade é hora de adorar o todo poderoso e de pedir toda graça e benção do céu. Na base do altar temos então a arvore da vida relembrando o paraíso onde Adão e Eva comeram o fruto proibido e nos condenaram a morte mas Deus fez o homem para estar vivo em sua presença, onde a felicidade de Deus é o homem vivo e a felicidade do homem é Deus.

Então o que era fruto da morte agora pelo novo adão gerado no ventre da nova Eva Maria, temos no meio de nós no paraíso do altar o fruto da vida, vemos como tudo está relacionado e de novo o altar porta do céu é também o paraíso perdido por Adão e Eva, onde podemos nos alimentar e permanecer vivo para a felicidade de Deus, e para nós alegria para louvar e bendizer junto com todos os anjos e arcanjos que sem cessar diante do trono junto com todos Santos não cessam de adorar dia e noite dizendo Santo, Santo, Santo é o Senhor Deus do universo a Ele o louvor, honra, e gloria para sempre Amém.

Saíndo então do centro da obra vamos como que levados por esta onda em espécie de flor que se abre a medida que se afasta do altar, isto quer dizer que a nossa missão de levar aos nossos irmãos o que recebemos na mesa da comunhão esta intimamente ligada ao mistério da missão de ir até o outro, estar sempre aberto como esta flor ao que está do meu lado exige muita presença a mesa da eucaristia e da porta do céu onde posso experimentar o paraíso e adorar o Pai em espírito e verdade, enchendo o meu vaso do óleo como fizeram as virgens prudentes, para que quando nos sobrevir a tentação de nos fechar como plantas carnívoras sobre os outros no egoísmo, na vaidade no ter no poder de querer dominar, devorando o leite e se aquecendo com a lã das ovelhas, mais pobres, e assim que não nos interessa mais ou deixa de prestar um serviço em nossa comunidade, abandonamos aos lobos no momento da dificuldade negando-lhes o que recebemos em abundancia na porta do céu no paraíso da vida em comunidade.

Que esta flor seja o símbolo desta comunidade, que o egoísmo a mesquinhez, a ignorância do sagrado, jamais faça parte de nossa história, que possamos acolher a todos, principalmente a ovelha perdida que quer e precisa voltar Amem.


sit nomem Dominni benedictum



Art. Plástico João Valdecir Zabel


Joinville 07 de Agosto de 2010.

Assim que der irei editar as fotos da ogra já pronta